| ASSEMBLEA TEATRO
- TURIM, ITÁLIA
[ texto (adaptação) MÁSSIMO
CARLOTTO direcção RENZO
SICCO música SILVANA DI LORENZO
Y LOS NOCTURNOS, GABRIEL FAURÉ, ALICE, MATCHING MOLE interpretação
ANAPAOLA BARDELONI ]
“Eu gostava de bailar e sonhar. Amava o meu marido, adorava a minha
filha. Também amava muito este país”.
Com estas palavras, no interior duma sala, de uma casa qualquer, a actriz
abre o espectáculo.
Interpretar uma das Mães de Maio não é fácil.
É demasiado cruel o drama destas mulheres que viram ser-lhes arrancados
do seu lado os filhos que nunca mais voltaram. Não deixaram um rasto,
um sinal, um túmulo para chorar. Está demasiado vivo aquele
drama que atinge não apenas aquelas mulheres, não apenas
um país, mas toda a consciência do mundo civil, que não
pode fingir que se tratou apenas de uma história de loucura comum.
São demasiadas as implicações que atam de pés
e mãos Instituições, Governos e a Igreja Católica
como responsáveis.
Tudo isto e muito mais é “Màs de Mil Jueves”.
E foi com este “isto” que trabalharam Massimo Carlotto, Gisella
Bein, Renzo Sicco y Lino Spadaro para pôr em cena este espectáculo.
Foram acompanhados pela convicção de que a história
das Mães da Praça de Maio é uma ferida aberta ainda
hoje, que é impossível não ter em devida consideração
e respeito quem dedicou toda uma vida em busca da verdade e da justiça.
Nesta base e sustentados por um texto valente e poético, eles realizaram
um espectáculo de grande emoção.
A história é a de Uma das Mães, mas é emblemática
do drama que todas as mulheres da Praça de Maio decidiram partilhar,
porque cada uma delas é mãe de todos os desaparecidos, esta
comovente atitude foi a sua grande força nos anos escuros da ditadura
Argentina.
dia 30 abril,
quinta-feira - 21.30h
classificação etária
M/12 duração 60 minutos
Auditório da Quinta da Caverneira
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