O Teatro e a Guerra no Art’Imagem
Exposição inaugurada no âmbito das
III Jornadas de Teatro - Cenas de Guerra ou Encenar a Catástrofe
Até 12 de Junho de 2026
Quinta da Caverneira
Exposição composta por três instalações:
Instalação “18500 nomes”
"Em 30 de Julho de 2025 o "The Washington Post" identificou e publicou em árabe e inglês, o nome idade e algumas fotografias de 18.500 crianças e menores mortos pelo exército de Israel nos seus ataques a Gaza, constituindo estes 31% dos mais de 60.000 mortos assassinados neste genocídio. Apesar do actual cessar fogo que se iniciou em 10/10/26 as mortes continuam permanentemente. Segundo o Relatório da Situação Humanitária das Nações Unidas de 23 de Abril de 2026, a situação é insustentável e continua-se a morrer às mãos das forças armadas israelitas. De Outubro de 2023 até agora estima-se que as vítimas mortais são mais de 72.500 e o total de feridos ultrapassa os 172.000 mais outros milhares de corpos sob os escombros. Até finais de 2025 mais de 30.000 mulheres e raparigas morreram vítimas deste massacre.
(Uma nossa homenagem e uma lembrança para as vítimas de todas as Gazas deste mundo)"
Instalação “Estilhaços de Guerra do Teatro Art'Imagem (2010/2026)”
Se quem vai à guerra dá e leva, segundo reza o dito popular, quem faz a guerra, da guerra que faz, a doxa é omissa em refrões. Embora, as evidências apontem que normalmente fica bem, e que dos escombros que ficam é capaz de erguer outra catástrofe ainda mais letal. É costume de quem fabrica as guerras, não se mobilizar para ir à guerra; logo, nada tem que possa dar. Por outro lado, sabemos que leva tudo: o arbítrio subalternizado, a vida alheia, os recursos que lhe atiçam a sanha. Dos estilhaços em carne viva sabe nada. Se morrer, será de rir, a partir da cabine a quilómetros de distância por onde assiste a matança em plasma montado para o efeito. Nós, que fazemos teatro, vamos encenando os dias da guerra na tentativa de desmontar o absurdo. Os estilhaços que daí resultam não matam, contudo, aspiramos a que não sejam inofensivos. Eis, pois, a nossa guerra, a partir destes estilhaços levados à cena pelo Teatro Art’Imagem.
Instalação “Netzarim, Palestina (2003/2005)"
“Vós que passais entre as palavras passageiras, é tempo de partirdes
De vos fixardes onde vos aprouver, mas não vos fixeis no meio de nós
É tempo de partirdes, de morrer onde vos aprouver
Mas não morrais no meio de nós
(…)
Saí, pois, da nossa terra, da nossa terra firme, do nosso mar
Do nosso trigo, do nosso sal, da nossa ferida, de todos os lugares, saí
Das lembranças da memória, ó vós que passais entre as palavras passageiras.”
Direção artística do teatro Art’Imagem: José Leitão Curadoria: José Leitão com apoio de Flávio Hamilton e Micaela Barbosa Vídeo: André Rabaça Cenografia, figurinos e objetos: espólio do Teatro Art’Imagem Montagem: José Lopes








