11ª Edição do Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia
07 a 16 de Outubro de 2005
Programação
07 de Outubro
21h30
A Cara
(Animação Teatral de Rua)
Jens Altheimer (Alemanha)
M/4
22h30 - Grande Auditório do Fórum da Maia
Acerca da Música
Teatro Instável / André Gago (Portugal)
90 Minutos I M/12
O humor é a nota dominante deste espectáculo, mas não é a única. Acerca de Música é uma viagem pelos mundos da música clássica, vista de forma inesperada e original por vários escritores e poetas, onde pontifica a pluma humorística de José Sesinando. O mundo da música clássica retirado do seu pedestal para ser virado do avesso: o cântico é negro, os quintetos podem ser tripés, a professora espirra sobre as teclas, o aluno transpira e treme, a superfície em música chama-se 'éria'... Nicholas McNair, no piano, oferece ao público o melhor da sua arte paradoxal: a improvisação clássica, em que é mestre, pontuada por citações e sublinhados de humor, cujo inesperado sentido de oportunidade lhe advém, talvez, da experiência adquirida em acompanhar filmes mudos.
André Gago, que mais uma vez regressa à Maia, diz poesia e elucida o público sobre os mistérios da música mais como um entertainer que como um conferencista. Ou como um conferencista-entertainer. E improvisa, também, com a sua máscara de Pantaleone, investido em maestro. Riso, gargalhada, mas também a pura música das palavras, também elas som, como no trágico Estranho Encontro, de Wilfred Owen, lido em simultâneo em inglês e português.
Interpretação André Gago e Nicholas McNair
Máscara Renzo Antonello Concepção cénica: André Gago Direcção técnica: Tiago Laires
08 de Outubro
16h00 - Café Teatro do Fórum da Maia
Breve história da lua
A Barraca (Portugal)
75 Minutos I M/4
Tudo começa com a lenda, que antigamente se contava, de que as manchas que a lua tem são um homem que lá está, de castigo, por ter trabalhado num Domingo. Mas nós sabemos que isso não é bem assim. Para contar a verdade toda sobre as manchas da lua, de como ela cresce, se enche, mingua e desaparece, temos dois amigos: o Jerónimo e o Agapito. Um acha que é mesmo o Homem da Lua que lá está, e o outro sabe que não, que isso do Homem da Lua é tudo um grande disparate. Encontram o 'Astrónimo' - como lhe chama o Jerónimo - que, com a ajuda de um telescópio e do vestido de uma linda menina que por ali anda a passear, lhes tira todas as dúvidas sobre a lua e os nomes que ela tem e o que é que acontece quando ela se mostra cheia, branca e linda e aos poucos desaparece.
Neste espectáculo, encenado pelo Gil Filipe e com cenários e adereços do Delphim Miranda, a Susana Costa, o Pedro Borges e o Gil Filipe vão contar toda a verdade sobre a lua com a ajuda de Bonecos, projecções de imagens, música, luz negra, muita festa e alegria... queremos, sobretudo, mostrar que ensinar é uma festa e aprender é divertido, vale a pena e dá prazer... Iooooh...
Texto: António Gedeão Encenação e dramaturgia: Gil Filipe
Música: Alberto Fernandes
Interpretação: Gil Filipe, Pedro Borges e Susana Costa
Cenografia, adereços e marionetas: Delphim Miranda
Figurinos: Sandra Pereira Luminotecnia: Fernando Belo Sonoplastia: Rui Mamede
Carpintaria: Mário Dias
21h00 - Exterior do Fórum da Maia
Leo cartouche nas nuvens (Animação Teatral de Rua)
Jens Altheimer
(Alemanha)
21h30 - Grande Auditório do Fórum da Maia
Jackie Star - L'álégance et la beauté
Charlotte Saliou (Inglaterra / França)
40 Minutos I M/4
Jackie Star, é uma hospedeira sénior da força aérea, que após sobreviver a uma queda de avião, resolve mudar de ocupação para passar a dar conferências. Hoje, ela vem falar-nos de elegância e de beleza, mas contratempos e insanidades várias vão dificultar o discurso da conferencista. Jackie Star evolui entre o riso e a folia. Hospedeira perfeita, actriz de tragédias demolidoras, cantora irritada... mais precisamente connosco.
Charlotte Saliou é uma performer francesa, que vive e trabalha há muitos anos na Inglaterra onde criou a sua companhia, desenvolve neste espectáculo um trabalho soberbo para nos deliciar com a insanidade de uma tragicómica hospedeira do ar.
Guião: Charlotte Saliou Encenação: Mickael Egard Desenhos de luz: Vincent Toppino
Interpretação: Charlotte et Delphine Saliou
23h30 - Café-Teatro do Fórum da Maia
Clean clown
Peripécia Teatro (Portugal)
60 Minutos I M/4
Trata-se de um espectáculo de Clown Cómico-Visual possivelmente inspirado nos filmes de Buster Keaton. Com uma curiosa sonoplastia ao vivo e uma mágica manipulação de objectos encerra em si uma linguagem universal capaz de atrair todo o tipo de públicos. O espectáculo começa na manhã de um belo dia depois de uma grande noite de festa. O espaço está repleto dos restos festivos da noite anterior: serpentinas, confettis, pratos e copos de plástico, garrafas, chapelinhos de papel, restos de papel de embrulho e muitas outras coisas típicas de grandes farras!... Além de tudo isto há um indivíduo que se confunde com aqueles restos: é o baterista da banda que animou a dita festa e a sua Bateria-de-Latas-Loucas. Este é o quadro encontrado pelos dois encarregados da limpeza do local. Se vão limpar, varrer ou esfregar ninguém sabe, mas o palco vai brilhar! Não pelo detergente utilizado, mas pela forma divertida com que estes palhaços vão resolver a situação com que inesperadamente se encontraram.
Depois do bom espectáculo "Ibéria - a Louca História de uma Península", apresentado o ano passado, esta jovem companhia luso-espanhola e que é fruto do cruzamento profissional de projectos anteriores realizados nos dois países Ibéricos, volta ao FITCM para continuar a agradar.
Criação colectiva e interpretação: Ángel Fragua, Noelia Dominguez e Sérgio Agostinho Iluminação: Peripécia e Paulo Neto Fotografia: Peripécia Desenho gráfico: Zétavares
Figurinos: Noelia Domínguez e Oliveira Gonçalves
10 de Outubro
21h00 - Exterior do Fórum da Maia
Os í solta... (animação teatral de rua)
Creative Circus (Portugal)
21h30 - Grande Auditório do Fórum da Maia
Por un millón de dólares
Bucanero / Eme2 (Galiza - Espanha)
80 Minutos I M/4
Chegou aos palcos o teatro de gangsters. Ao mais puro estilo do cinema negro americano, "Por un millón de dólares" traduz desde o pequeno ecrâ para o teatro todos os ingredientes do género negro, e algo mais. Em "Por un millón de dólares" há acção, tiros, perseguições, raptos, gangsters sem escrúpulos, detectives arrojados, bufos, ex-condenados àvidos de vingança, amor e há muito, muito, muito humor... e para adornar tudo isto... a música... com canções interpretadas em rigoroso directo que fazem de "Por un millón de dólares" num espectáculo mafioso-musical em que se combate todo o aborrecimento. E, claro, não podia faltar o dinheiro, o milhão de dólares, o saque com que tentarão os irmãos Tony e Fredo Giulianni, fazer-se chefes do submundo da cidade e que tratarão de pôr em dificuldades os detectives caía-recompensas Jack Calahan e Bob Sanders.
A trama tomará caminhos insuspeitos com a aparição de uma mulher, a doce Mary Strawfordm da que se enamorarío Fredo Guilianni e Jack Calahan. Não se pode contar mais. Quem conseguirá o milhão de dólares? Quem conseguirá a Mary Strawford? Conseguirão sair todos vivos do espectáculo? Entrem no teatro, ponham-se a coberto de alguma bala perdida e conhecerão as respostas enquanto gozam da acção, da música e do humor de "Por un millón de dólares".
Os Bucanero nascidos em 2001 são já uma referencia do teatro na Galiza. Passados dois anos sobre a sua presença no Festival com "3 Notas" eles voltam para nos fazer rir em grande.
Autor: J. L. Prieto Roca Música original: José Bonome Pepón e Carlos Mosquera
Desenho de luz: David Castro Luz: Tedaga
Design gráfico: Hector Bonome
Direcção: Iolanda Muiços Ajudante de direcção: Avelino Gonzalez
Interpretação: Pedro Picos, Jose Bonome, Jose Luís Prieto, Carlos Mosquera
23h30 - Café-Teatro do Fórum da Maia
Médico à força
Teatro Oficina (Portugal)
75 Minutos I M/12
"Na sua farsa, "O Médico à Força", Moliére mistura o tema do casal e da medicina. A cena de disputa do casal que abre a peça é uma das mais famosas do teatro clássico francês. Vai tranquilamente das queixas aos insultos e dos insultos às "mãos". O médico que Moliére apresenta não é um verdadeiro médico, é o Sganarelle, um lenhador malicioso, disfarçado "à força" de médico. Então pode-se rir dele e com ele, dos seus diagnósticos, das suas explicações e dos seus remédios. A relação da doença com o médico não mudou. O medo da doença e da morte põem o médico sobre um pedestal. O discurso médico, incompreensível por definição e por função, não responde ao doente: "Porquê é que eu estou doente?"
Depois de um curto eclipse no século XIX, a Commedia dell'Arte volta como um modelo de teatro completo baseado sobre uma formação completa do actor, com uma liberdade de actuação, ao mesmo tempo maior e mais disciplinada. Moliére, aluno do ilustre, Tiberio Fiorelli, criador da personagem de Scaramouche, deve muito à Commedia dell'Arte. Neste projecto gostaria de referir o nosso trabalho com esse gênero que privilegia o prazer do jogo do actor com improvisações, movimentos precisos e estilizados, grandes ritmos, disfarces e situações absurdas." (Denis Bemard)
O Teatro Oficina, companhia profissional de Guimarães, que iniciou a sua actividade em 1994 estreou em Março de 2005 a sua 34º produção. Nesta fase difícil que a cultura atravessa em Portugal aposta na difusão teatral e na circulação da companhia, em simultâneo com a definição estratégica e a orientação estética sem a existência de um Encenador residente, o que é um desafio motivador.
Texto: Moliére Direcção: Denis Bemard Desenho de luz: João Fontes Concepção e execução de máscaras: Marta Silva Concepção e execução de figurinos: Sofia Leite
Execução de cenografia: José Gonçalves Ensaiador musical: Alberto Femandes Assistência técnica e de montagem: Jacinto Cunha
Interpretação: Carlos Rego, Cecília Dias, Diana Sá, Emílio Gomes, Sérgio Grilo
11 de Outubro
21h00 - Exterior do Fórum da Maia
O Espião (animação teatral de rua)
Gazua (Portugal)
21h30 - Grande Auditório do Fórum da Maia
O grande criador
Companhia do Chapitô (Portugal)
70 Minutos I M/12
Baseado em vários Mitos e Textos Religiosos sobre a origem do Homem e do Mundo A Companhia propõe para esta produção desenvolver, numa primeira fase, um trabalho de pesquisa de mitos e lendas sobre as origens do mundo e da humanidade, com o objectivo de estabelecer uma tipologia dos diversos mitos cosmogénicos que serviram de semente das várias crenças e religiões e, consequentemente, do desenvolvimento das diferentes correntes de pensamento da História da Humanidade.
A Companhia do Chapitô, depois de "Dom Quixote" e "Talvez Camões", êxitos absolutos, volta ao FITCM com mais um excepcional espectáculo.
Criada em 1996, tem como objectivo solidificar uma linguagem artística própria, articulando o teatro com a música, a dança, o movimento e diferentes técnicas circenses. Tem trabalhado desde 1998 com o encenador inglês John Mowat no apuramento da linguagem do Teatro do Gesto, sendo a primeira companhia portuguesa dedicada a esta técnica teatral.
Autoria: Criação Colectiva
Adaptação de textos: Miguel Castro Caldas Encenação: John Mowat
Música: Rui Rebelo Desenho de luz: Jochen Pasternacki Programa e documentação: Maria João Brilhante Direcção de produção: Eduardo Henrique
Produção: Rita Cabral Faustino
Fotografia: Pedro Salgado Design gráfico: Pedro Bacelar Audiovisual e multimédia: Pedro Fidalgo, Pedro Salgado
Interpretação: Jorge Cruz, José Carlos Garcia, Rui Rebelo
23h30 - Café-Teatro do Fórum da Maia
Muito riso muito siso
d'Orfeu (Portugal)
60 Minutos I M/12
Pela boca morrem os textos humorísticos da literatura de expressão portuguesa portuguesa. A d'Orfeu apresenta "Muito Riso , Muito Siso", um espectáculo que comprova a capacidade de muitos textos lusófonos em dizer grandes coisas, nem sempre com as palavras mais sérias e formais. Humor ou Poesia. Amor ou Ironia. Tudo com maior ou menor atrevimento, numa diversão músico-poético-teatral rendida às virtudes do plági..., perdão, da pesquisa. Um espectáculo simplista, algo despido, tão-só suportado no fio das palavras, mas incrivelmente potente!
É um solo de Luís Fernandes, no papel de músico-"diseur", com guião de Odete Ferreira. Textos humorísticos de Luís Fernando Veríssimo, Mário Henrique Leiria, Lobo Antunes, Manuel Bandeira, Sofia Santos, Alexandre O'Neill, Eliseu Areia, Jorge de Sena, Viriato da Cruz, José Mário Branco , Odete Ferreira, Luís Gonzaga, Tom Zé e ainda daí Internet.
Guião e pesquisa literária: Odete Ferreira Som: Rui Oliveira Desenho de luz: Paulo Brites Interpretação: Luís Fernandes
12 de Outubro
21h00 - Exterior do Fórum da Maia
O príncipe das astúrias (animação teatral de rua)
Gazua(Portugal)
21h30 - Grande Auditório do Fórum da Maia
Las mujeres de verdad tienen curvas
Ados Teatroa (País Basco - Espanha)
90 Minutos I M/4
"Las mujeres de verdad tienen curvas" conta a história de cinco mulheres sul-americanas, com mais alguma carne, que trabalham num atelier de costura clandestino de um bairro de emigrantes de uma qualquer grande cidade. Nesse minúsculo universo, escondidas do Serviço de Estrangeiros, estas cinco mulheres lutam por sobreviver, trabalham à peça, a tentar cumprir prazos de entrega impossíveis, tão impossíveis como os seus sonhos. Utilizam como únicas armas, o esforço, a dignidade e um saudável sentido de humor. Ados Teatroa, nasce em 1995, impulsionada por profissionais com larga trajectória teatral, em colaboração com outros profissionais do mundo audiovisual. Esta companhia, detentora de alguns prémios, na área do teatro, já é bem conhecida do FITCM pelas exemplares apresentações. Lembre-se o belíssimo espectáculo de há dois anos "O Meu Amigo John Wayne" e o do ano passado "El Decameron". A versão original deste espectáculo ("Real Women Have Curves") esteve mais de quatro anos em cena em Los Angeles e São Francisco.
Interpretação: Lilliam Kouri, Saskia Guanche, Sara Cozar, Edelweiss, Hernéndez, Mí Isabel Díaz, Yeyé Béez
Locutores de radio: José Joaquin Forcada / lçigo Arbiza
Cenografia: Fernando González Ansé
Figurinos: La Gallina Ciega
Desenho de luz: Carlos Salaberri Banda sonora: Joxan Goikoetxea
Construção cenográfica:
Travelling Escenografia Auxiliar de direcção: Julia Fernández Direcção de produção: Jon Ezkurdia
23h30 - Café-Teatro do Fórum da Maia
Cajén facas & banderilhas
Radar 360º (Portugal)
50 Minutos I M/4
Cajén, facas & banderilhas é o universo que caracteriza Joaquim e Juanita. Estes dois personagens com fortes tradições ciganas, viajam pelo mundo deliciando o seuvpúblico com situações de conflito:
Juanita seduz Joaquim que enfeitiça Juanita que dança para Joaquim que persegue Juanita... A música, a dança e as artes circenses cumprem a mesma função. Estabelecer uma comunicação com o público num registo universal.
Espectáculo oscilante entre a sensualidade hispânica e o burlesco da própria vida.
Os "Radar 360º", formado por jovens actores do Porto, nesta criação cruzam linguagens, provenientes da dança, música, teatro físico e novo circo, numa linguagem universal que toca a sensibilidade de todos. Este espectáculo já passou por vários festivais de teatro com êxito assinalável.
Criação: colectiva e "completamente" independente Música: Tiago Pinto e António Oliveira Figurinos criação e concepção de: Julieta Rodriguez Fotografia: Teresa Couto Produção e interpretação: Julieta Rodriguez e António Oliveira
13 de Outubro
21h00 - Exterior do Fórum da Maia
Semáforos (animação teatral de rua)
Gazua (Portugal)
21h30 - Grande Auditório do Fórum da Maia
Tartufo
Teatro de Ningures (Galiza - Espanha)
100 Minutos I M/12
Tartufo é uma das comédias mais representativas de Moliére, na que o autor francês desata numa dura crítica furibunda da hipocrisia da sociedade da sua época.
Tartufo, habilmente disfarçado de honradez e virtude, utiliza uma aparência externa de piedade para introduzir-se num apetecível solar burguês e ganhar a confiança do beato chefe de família Orgán. Debaixo da sua máscara virtuosa, Tartufo conspirará para alimentar a sua ambição, envolvendo toda a família numa trama de enredos e enganos. A trama é só uma medida externa que serve para sustentar o autêntico fundo da questão: um espelho no qual se reflecte uma sociedade com as suas contradições e uma natureza humana infestada de defeitos e debilidades que explicam os comportamentos mais ridículos e incongruentes do ponto de vista do sentido comum. E ver esta natureza humana reflectida em cima do palco é o mecanismo que leva ao riso, que é a forma de crítica mais dura que pode existir. As artimanhas do falso devoto que consegue condicionar a conduta de Orgán até ao ponto de decidir sobre as questões mais fundamentais da sua vida, deixa-nos um retracto diáfano da hipocrisia, do fingimento moral como arma para conseguir um benefício. Uma conduta própria da natureza humana que está à margem de contextos históricos ou temporais.
Depois de dezanove anos de actividade teatral, o Teatro de Ningures, reúne uma série de recursos humanos e materiais que fazem desta companhia uma das mais estáveis da Galiza e um ponto de encontro imprescindível para os profissionais do sul do país. Passou já pela Maia em 1994 com o excelente espectáculo "Crónicas de Pantagruel" de Rablais.
Autor: Jean-Baptiste Poquelin "Moliére"
Adaptação: Xose Manuel Pazos
Cenografia: Pablo Giráldez "Pastor" Figurinos: Carlos Alonso Música: Pablo Costas
Técnicos de luz e som: Paco Alfaro e Héctor Pazos Fotografia e design: Diego Seixo Luz: Etelvino Vásquez
Ajudante de direcção: Maria Armesto
Direcção: Etelvino Vásquez Interpretação: Sonia Ría, Santiago Cortegoso, Pepa Barreiro, Casilda García, Paulo Serantes, Marián Baçobre, Salvador del Río, Mundo S. Villalustre, Francisco Paredes
23h30 - Café-Teatro do Fórum da Maia
Jean paul
Belmondo (Galiza - Espanha)
60 Minutos I M/12
Um pano de fundo vermelho, um frigorífico, uma guitarra, uma corda, um cacto, um traje elegante (pois ao vestir correctamente corre-se menos riscos de ser atropelado ao atravessar) e uma prateleira... Tachaaaaaan !!!
Bem-vindos senhoras e cavalheiros, ao mundo de Jean Paul !!!
Jean Paul
... Essa Mona Lisa com bigode, essa cabra ambígua de duas cabeças, esse director de teatro, esse retorno às cavernas vestido com etiqueta, esse figurante num filme de série B, esse ajudante do equilibrista do Circo Mundial, esse contrário ao avanço tecnológico, esse desconfiado da rotina da vida comum, esse romântico psico-killer... Aparece, multiplica-se, fala, canta, tira a roupa e desaparece entre o público.
Fim.
Esta jovem companhia Galega tem vindo a impor-se no panorama teatral além Minho, utilizando o humor como forma certeira de atrair o público, utilizando diferentes formas artísticas para realçar a plasticidade das artes cénicas.
Ideia e interpretação: Borja Fernández Dramaturgia e direcção: Montse Triola
Textos: Borja Fernandez, Cristina F.
Desenho de luz: Alfonso Castro Bonecos: Alberto Hortas e Xandra Costas
Figurinos: José Rosa
Músicas: Suso Alonso, Borja Fernández
Imagem gráfica: Isaac Piçeiro
Ajudante de produção: Carmen Fernández
14 de Outubro
21h00 - Exterior do Fórum da Maia
Leo cartouche e a sua bitircleta (animação teatral de rua)
Jens Altheimer (Alemanha)
21h30 - Grande Auditório do Fórum da Maia
Humor sapiens
Pocaconya (Catalunha - Espanha)
70 Minutos I M/4
Planeta Terra, ano 2005. Cientistas de todo o mundo continuam a investigar a possibilidade de encontrar vida inteligente noutros planetas. Porque não a procuram primeiro no nosso? Humor Sapiens é uma desesperada e divertida procura de vida inteligente no planeta Terra. Um espectáculo formado por uma sucessão de scketchs satíricos, sarcásticos, irónicos, reflexivos, surrealistas e muito críticos com situações actuais, que demonstram ao espectador o que as pessoas ainda terão de evoluir, para se poderem classificar de Homo Sapiens. A Companhia propõe com este espectáculo encontrar uma terapia para a espécie, um aspirar a ser humano ganho a pulso, uma cura de humildade muito necessária. Ou seja, reactivar o são exercício de redimir-se a si mesmo.
Os Pocaconya actuam juntos desde os seus tempos de criança. Os três estudaram no mesmo colégio, e aí começaram a inventar absurdas e divertidas histórias que levavam à cena para os companheiros de classe. Depois começaram a actuar noutras escolas, institutos, universidades e mais tarde em centros cívicos e teatros da Catalunha. Espalham o seu humor por toda a Espanha, recebem prémios, pelo seu trabalho, e... chegam pela primeira vez ao FITCM, para nos contagiar e colocar os nossos neurónios a interagir... ou talvez não!
Autores: Eduard Biosca, Maurici Biosca Direcção e selecção musical: Jordi Purti
Cenografia e desenho de luz: Jaume Aiza
Figurinos: Teresa Sil
Construção de cenografia: Pasqualin Voz-off: Xavier Serrano
Técnico de luz: Marc Novellón Técnico de som: Joan Guillemet
Interpretação: Joel Carreras, Eduard Biosca, Maurici Biosca
23h30 - Café-Teatro do Fórum da Maia
É por aqui... a sequela
Olha que 3 produções (Portugal)
60 m I M/16
Espectáculo cómico composto por vários sketchs e recheado por apontamentos musicais cantados ao vivo pelos actores. As histórias apresentadas são, quase todas, situações caricatas nas quais se faz a apresentação dos respectivos personagens. Ele e ela. Ela e ele. Ele e ele. Ela e ela. Eles e elas. Elas e eles! Não se apresenta, no entanto, nenhuma história com um fim conclusivo porque nos demos conta que aquilo que nos interessava explorar seriam momentos esporádicos e efémeros que acontecem quotidianamente e são, por si só, cómicos e únicos! O elenco deste espectáculo é formado por jovens actores que têm pisado os palcos lisboetas e não só e também trabalhado em televisão
Textos: Sofia Duarte Silva e Paulo Duarte Ribeiro
Direcção artística: Paulo Duarte Ribeiro Desenho de luz: Paulo Santos
Arranjos musicais: Paulo Duarte Ribeiro e Manuel Lourenço Produção: Sofia Duarte Silva Co-produção: Companhia Teatral do Chiado Interpretação: Bruno Simões, Cátia Ribeiro, Paulo Duarte Ribeiro e Sofia Duarte Silva
15 de Outubro
16h00 - Café-Teatro do Fórum da Maia
Agakuke e a princesa Putri Telur
Lua Cheia (Portugal)
50 Minutos I M/4
Dois viajantes andam à volta do mundo com as suas malas. Uma delas parece conter uma coisa misteriosa, uma outra transforma-se em teatrinho. Agakuke o velho inuit aparece como por magia. Ele fala da sua volta ao mundo, dos homens e da necessidade de amar as árvores. As suas palavras também são mágicas, transformam-se em princesas, reis, anjos e transportam-nos para o oriente e os seus mistérios. Agakuke o mágico, o poeta, o aventureiro conta a história da belíssima Putri Telur, a princesa que nasceu de um ovo. Adaptado de um conto da Indonésia, A princesa Putri Telur é um thriller romântico cheio de suspense e poesia que encantará o público de todas as idades. O espectáculo entrecruza duas histórias: o Agakuke, velho inuit a quem demos o papel de viajante e contador de histórias. Agakuke apresenta-se sobre a forma de uma marioneta de manipulação é vista com cerca de 70cm. A Princesa Putri Telur, inspirada de um conto tradicional da Indonésia que envolve 3 personagens (pequenas marionetas de 25cm).O conto é apresentado num pequeno teatro de marionetas (mala) que se inspira no wayang kulit e no wayang golek, as duas formas mais importantes do teatro de marionetas da Indonósia. Agakuke é o contador desta história, fruto das suas memórias de viagem. A princesa Putri Telur é uma historia de amor, de bons e de maus que também nos fala da morte do ponto de visto oriental: morrer é renascer vezes sem conta. Quem desaparece, reencarna-se em qualquer entidade viva, mas nunca desaparece definitivamente. Um conto para satisfazer as questões metafísicas sobre a morte dos mais velhos e dos mais pequeninos mergulhando-os na magia do Oriente.
A Lua Cheia é uma companhia que há muitos anos trabalha, e bem, o teatro para a infância e juventude nas suas diversas disciplinas artísticas.
Concepção, interpretação e manipulação: M. João Trindade e Sylvain Peker Dramaturgia: Sylvain Peker
Música: Cristiano Barata
Construção de marionetas Agakuke: Sylvain Peker e M. João Trindade
Conto: Delphim Miranda
Figurinos: Marina Palácio e Maria Morais Desenho de luz: Ana Sofia Montez
21h00 - Exterior do Fórum da Maia
Leo with a stick (animação teatral de rua)
Jens Altheimer (Alemanha)
21h30 - Grande Auditório do Fórum da Maia
Des histoires avec balles et sans balles
Immo (França)
70 Minutos I M/4
""Histórias com bolas e sem bolas" é um espectáculo influenciado pela experiência artística dos seus autores Joan Carles Bellviure y Immo, e pela sua formação na Escola Internacional de Teatro Jacques Lecoq de Paris.
Scketchs, números visuais com malabares, magia e monólogos nos quais o actor se dirige directamente ao público e o convida a segui-lo por meio de diferentes personagens:
- Um acordeonista interrompe o seu concerto durante uma peça para explicar os desencantos da sua vida.
- Um saxofonista faz malabares com três bolas de ping-pong na boca e toca a harmónica com o nariz.
- Uma batata transgénica submerge-se num discurso político
- Um actor faz um casting para o papel de Cid.
Immo faz malabares com 3, 4, 5 e 7 bolas, sobe a um monociclo de dois metros e faz desaparecer o relógio de um espectador. Um espectáculo cómico, às vezes satírico e irónico.
Chegado de Hamburgo (Alemanha) onde inicia a carreira no Teatro Schmitdt e no Markthalle, em 1992 Immo instala-se em Paris para continuar a sua formação na Escola Internacional de Teatro Jacques Lecoq de Paris.
Tem participado, com grande êxito, em numerosos festivais de todo o mundo: Praga, Avignon, Aurillac, Havai, Tbilissi e em diversas cidades espanholas.
Encenação: Joan Bellviure Textos: Joan Bellviure & Immo Desenhos de luz: colectivo Interpretação: Immo
23h30 - Café-Teatro do Fórum da Maia
Os fillos de eva
Bacana - Eme2 (Galiza - Espanha)
60 Minutos I M/4
Atenção... Prevenidos... Entramos em 3... 2... 1...
"Os Fillos de Eva", é uma comédia musical em que as duas criaturas que Eva trouxe ao mundo, Abel e Caím, se perdem na voragem de um programa de televisão agarrados de forma irreversível pela sua incapacidade mental para sobreviver noutro ecossistema.
Deslumbrados por este habitat e com a experiência insubstituível de tropeçar várias vezes na mesma pedra, encaram a cada noite, como apresentadores deste show total, o desejo de permanecer em antena apesar das mais cruéis , sanguinárias e insatisfeitas audiências que jamais conheceu este católico mundo.
Bacana, nasceu no ano de 2001, em Santiago de Compostela. O seu primeiro espectáculo "Ratman & Bobyn" levou a companhia pelos caminhos da comédia, a participar em festivais como "D´ Agosto" em Maputo, Moçambique e no nosso Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia e a participar em programas de televisão, em Espanha, como "O Rei da Comédia".
Interpretação: Xélio Abonjo e Marcos Correa Vozes estelares: Mara Sánchez, Evaristo Calvo e Xan Casas Guião e diálogos: Xélio Abonjo e A Meninha Mutante Letras: Marcos Correa e Xélio Abonjo
Figurinos e maquiagem: Mara Sánchez
Design gráfico: Marta Bouzas e o Meninho Mutante
Desenho de luz e dramaturgia: Xosé Escudero Direcção: Mara Sánchez
16 de Outubro
16h00 - Café-Teatro do Fórum da Maia
Sr. aparo
Marionetas de Mandrágora (Portugal)
60 Minutos I M/4
Sr. Aparo vive há já muito tempo dentro do seu sítio repleto de livros. Por mais que conheça os seus livros de cor e salteado, nunca lhe parece ser os mesmos... Aparo encontra-se nos livros, nas letras de cada palavra. Combate com Moby Dick, apaixona-se por Julieta, tem uma longa conversa com o Principezinho e é perseguido pela Rainha de Copas... Cada livro que se abre é sempre uma nova aventura para o Sr. Aparo.
Recorrendo a uma estrutura tradicional de manipulação, a Companhia de Teatro e Marionetas de Mandrágora criou um espectáculo de detalhes, pormenores, jogos e intenções que dão vida a uma marioneta capaz de fazer quase tudo como falar, andar, pegar e cair.
O Sr. Aparo fascina pequenos e graúdos.
Interpretação: Clara Ribeiro, enVide neFelibata e Filipa Alexandre Desenhos: André Cassiano Marionetas e cenografia: Clara Ribeiro, enVide neFelibata e Filipa Alexandre Apoio à construção do espectáculo: Neusa Fangueiro Música cénica: Armindo Dias
Desenho e operação de luz e som: João Abreu Fotografia: Miguel Tepes
21h00 - Exterior do Fórum da Maia
Artoche e tocha humana (animação teatral de rua)
Creative Circus
21h30 - Grande Auditório do Fórum da Maia
Olimplaff
Yllana (Madrid - Espanha)
75 Minutos I M/4
Em Olimplaff, três desportistas competem para conseguir chegar ao posto mais alto do pódio destas loucas olimpíadas organizadas por Yllana. Para o conseguir farão uso de todo o tipo de truques e artimanhas em que o espectador também se verá envolvido. Olimplaff é um espectáculo para toda a família em que os três actores, através de linguagem gestual, surpreendentes números visuais, clown e pantomina farão as delicias dos mais pequenos fazendo-os viver um momento único e inolvidável.
As Produções Yllana tomaram forma em 1991. Desde então, têm mostrado como fazer humor sem palavras. A sua linguagem escapa do corpo com uma energia desenfreada, em estilo directo que combina engenho e risco. Calados mas sempre barulhentos, aceleram a linguagem omatopaica criando um mundo surrealista e delirante onde tudo pode acontecer. 28 países já presenciaram os espectáculos da companhia de humor mais internacional de Espanha, bem como a Maia que sucessivamente esgotou os espectáculos anteriores desta companhia.
Interpretação: Cesar Maroto, Gus Cortés, Juanfri Dorado Desenho de luz: Diego Domínguez
Figurinos: Sol Curiel, Jose Pastor
Som: Jorge Moreno
Fotografia: Julio Moya Operação de luz e som: Hector Hugo Gutierrez
Produção: Ramón Súez, Santiago San Román, David Ottone Criação e direcção: Yllana
23h30 - Café-Teatro do Fórum da Maia
Foledad
Lufa-Lufa (Portugal)
60 Minutos I M/4
Os Lufa-Lufa, "projéctil" musical de concertina e percussão, têm o prazer de apresentar "Foledad".
Com um cenário próprio e uma história paralela, "Foledad" consiste num repertório de temas originais, alguns deles criados para espectáculos de teatro, percorrendo diferentes linguagens musicais que transportam o espectador para paisagens imaginárias...
Foledad, é um espectáculo musical dos portuenses Ricardo Vinha e Carlos Adolfo. Duas cadeiras e dois candeeiros inéditos, cuja intensidade da luz é regulada pelos músicos, para um espectáculo sui generis.
"Lufa-Lufa é uma expressão popular portuguesa associada a azáfama, a respiração ofegante, ao próprio ar que sai da concertina, é um projecto musical baseado neste instrumento que recorre a aspectos teatrais para dar consistência ao espectáculo"
Músicas e arranjos: Lufa-Lufa Cenografia e adereços: Sandra Neves Voz off: Bruno Cardoso Técnico de som: Pedro Lima Desenho de luz: Wilma Moutinho Lufa-Lufa: Ricardo Vinha (concertina) e Carlos Adolfo (percussão)
Outras Actividades
Exposição - 7 a 16 de Outubro - Fórum da Maia
Bordallo Pinheiro - um génio sem fronteiras
A exposição "Bordallo Pinheiro: Um génio sem fronteiras", pretende assinalar o centenário da morte do multifacetado artista português (1846-1905), que continua ainda hoje a marcar o nosso imaginário. A exposição é composta por originais e dezenas de publicações periódicas, das quais Bordallo foi fundador ou colaborador. Podem ser vistas autocaricaturas publicadas em jornais e revistas como o "António Maria", "A Paródia", "Pontos nos ii", "Lanterna Mágica e Ocidente", entre outras.
Para além das autocaricaturas, os jornais expostos abordam vários temas, privilegiando as "eleições" e as homenagens de que Bordallo Pinheiro foi alvo em 1903 e 1905. A aposta no cartoon, em termos nacionais e internacionais, e a oportunidade do centenário, levam o Museu Nacional da Imprensa, a fazer de 2005 o "Ano de Bordallo Pinheiro" com a promoção de outras iniciativas, como a afixação do seu nome na futura Galeria Internacional da Caricatura projectada para este ano.
Rafael Bordallo Pinheiro começou o estudo do desenho com o pai, mas depois trocou o pincel pelo lápis, tornando-se caricaturista de nível internacional. O seu primeiro grande sucesso foi com a "Lanterna Mágica" - à qual pertenciam Guerra Junqueiro, Guilherme de Azevedo, Lino de Andrade -, onde surgiu o "Zé Povinho", em Junho de 1875. Bordallo experimentou também o barro, ao qual dedicou 21 anos de trabalho na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha.
Esta é também uma homenagem que o FITCM presta ao criador do nosso alter-ego, Zé Povinho.
Exposição do Museu Nacional de Imprensa
Livro - 2 a 10 de Outubro - Fórum da Maia
O teatro do nosso contentamento - 10 anos do festival internacional de teatro cómico da maia
Durante o Festival estará à venda este livro profusamente ilustrado com 184 fotografias, uma homenagem e um álbum de recordações das suas primeiras dez edições.
Uma homenagem ao Teatro e às Companhias, aos artistas, actores e técnicos que passaram pela Maia, homenagem também aos organizadores e muito especialmente ao magnifico público que tão carinhosa e entusiasticamente tem acompanhado o Festival.
Este livro constitui também um documento de consulta e estudo, um "recorte de pequena história" do Teatro em Portugal, onde os interessados encontrarão dados e factos sobre as várias edições do FITCM. Edição por edição estão fixados as principais preocupações artísticas e políticas do director artístico do Festival e do responsável pela cultura da autarquia e citam-se notícias, artigos de opinião e críticas que os jornais publicaram. Destacam-se espectáculos, autores, companhias, actores, factos e efemérides que marcaram indelevelmente estes dez anos de Teatro cómico na Maia.
Um quadro, edição por edição, bem como um índice alfabético, nomeia e classifica companhias e suas proveniências, espectáculos, autores e encenadores.
Este livro, edição da Câmara Municipal da Maia em colaboração com o Teatro Art´ Imagem, inclui textos de apresentação do Eng. António Bragança Fernandes e Dr. Mário Nuno Neves, Presidente e Vereador do Pelouro da Cultura da Câmara e do seu autor José Leitão, director artístico do Festival e do Teatro Art´ Imagem.
Ficha Técnica
Organização: Câmara Municipal da Maia
Produção e Direcção Artística: Teatro Art’Imagem
Director Artístico: José Leitão
Concepção e Direcção de Montagem: Pedro Carvalho
Direcção de Produção: Jorge Mendo
Assistentes de produção: Cláudia Silva e Inácio Barroso
Fotografia e Vídeo: Paulo Martins
Direcção Técnica: Wilma Moutinho
Técnicos de luz: César Fortes, Octávio Oliveira, Liliana Macedo
Técnicos de Som: Carlos Adolfo
Técnico Maquinista: José Lopes
Técnico Electricista: João Branco
Maquinaria de Palco: João Real, Nuno Sousa e Pedro Leitão
Apoio técnico e logístico dos Funcionários e Serviços da Câmara Municipal da Maia.





