45ª Edição

Fazer a Festa - Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude

1 a 7 de Julho 2026 - Quinta da Caverneira e Fórum da Maia

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VENHAM TODOS OS AMIGOS!

 

“Que a luz e o Sol nos dêem iguais jornadas, sem que as rosas do amor fiquem fanadas” (in Hamlet de Shakespeare).


De 1 a 5 de Julho de 2026, damos as boas vindas à Festa. Boas vindas ao Fazer A Festa! Boas vindas à Quinta da Caverneira. Boas vindas à Maia.

Assim como quem não deu conta, chegámos à 45ª edição do festival.

Quando foi a última vez que falámos do amor? E quantas vezes enaltecemos actos de guerra ao mesmo tempo que nos envergonha dizer amor sem tartamudear?

É possível que já não nos lembremos das rosas fanadas ao espaço comum onde ainda tivéssemos a possibilidade de desfrutar a alegria simples de nos olharmos de frente e mimosear o prazer de umas boas horas de camaradagem, libertos do fardo dos afazeres mesquinhos que nos atravessam a vida. É possível que tenhamos invertido os pólos ao mecanismo das utopias herdadas de mulheres, homens e crianças que nos ensinaram dos sonhos o comando da vida. É possível que os sonhos se atrasam, quando não se adiam, porque o tempo já nada pergunta ao tempo, já que tempo simplesmente deixou de haver. É mesmo possível que nada seja impossível e que só andamos um pouco distraídos, doloridos, amestrados em demasia para realizarmos a amplitude de todas as possibilidades esquecidas, guardadas no baú do medo ou das esperanças vãs. Só não deveria ser possível o conformismo, a desistência, ou pior ainda, o horror. Nós, no Fazer A Festa, não o aceitamos sem dele escarnecer, sem o espírito de contrariedade que nos define o carácter quando se trata de parti-lo aos bocados e soprá-lo para as lonjuras do demo.

Aqui, onde a festa se faz, o sonho é fermento, é bola colorida em mãos de tantas crianças. Aqui não se aprendeu da desistência palavras que a ordenam. Aqui, procura-se a mão pequenina que aprende cedo a sementeira, a graúda que lhe há-de fazer a rega, o espanto que verá nascer a flor que não poderá ser fanada por dá cá aquela palha, muito menos por falta de cuidados.

Ouve-se dizer, amiúde, que somos resistentes; mas, se resistimos, não será por defeito, senão por imperativos de feitio; e nos alegramos disso mesmo. Insistimos na fábrica dos sonhos, mesmo se aquilo que vemos é a matéria da realidade galgando o território da ficção; uma certa realidade, no entanto, que não nos parece merecedora de sentidos aplausos, encenada por mãos carentes de quaisquer rasgos de humana genialidade. Insistimos não somente pela carruagem de uma história já bem rodada, pelo sapatinho encantado que nos cabe certeiro no pé, pela lâmpada generosa que nos vai concedendo, ainda assim, alguns desejos, nem pelas graças que despertam as memórias de tantas pessoas quando ouvem a Festa do nosso nome, tampouco pelos méritos concedidos e gravados em ferro de medalha, mas pela aluvião de gente vimos trazendo estrada afora a qual se vêm juntando muito mais. Mas, sobretudo, porque é sempre certo o momento; mais ainda o agora, que assim no-lo exige.

Anda brincar e reflectir mais nós, com os espectáculos dos amigos galegos da Companhia Ártika, da amiga luso-francesa Anne-Marie, dos amigos do Teatro das Beiras, dos amigos da Krisálida, da amiga Ana Madureira, dos amigos do Projecto Ruínas, dos amigos do Teatromosca, dos amigos do Cabeças No Ar Pés Na Terra, com a bela exposição do amigo Carlos Adolfo, a quem prestamos homenagem na presente edição, escrever teatro na Oficina De Dramaturgia com a amiga Andreia Macedo, ouvir histórias com o amigo Vítor Fernandes, participar do lançamento do livro A Princesa Dos Pés Pretos – Obra Completa De Teatro Para A Infância, do amigo José Vaz, na leitura do texto premiado do IV Concurso De Dramaturgia Para A Infância e Juventude, no debate A Música No Teatro Para A Infância E Juventude, e na sessão crítica da programação do festival, com o amigo Fernando Moreira e a amiga Anabela Nóbrega. Venham cantar os parabéns à Festa que completa 44 primaveras em 45 edições e bailar até poder depois com o enorme músico e amigo brasileiro Galdino Gal, para um encerramento à medida do nosso contentamento.

Para se Fazer A Festa, toda a gente é necessária. Venham todas as amizades e tragam outros amigos também.

 

Um bom Festival!   


Programação

27 de Junho a 1 de Julho

Auditório da Quinta da Caverneira

Retour sur la ligne de départ (Residência Artística)

com Anne-Marie da Les Arrosoirs Compagnie (França)

Anne-Marie Marques, filha de exilados portugueses, empreendeu várias viagens a Portugal. Parte à procura de vestígios, entre herança e distância. A convite do Teatro Art’Imagem, apresenta uma performance entre línguas, corpos, imagens ao vivo e sons. O palco torna-se um espaço de investigação e ressonância. Em fragmentos, as paisagens recompõem-se, as vozes sobrepõem-se. A língua portuguesa surge ao mesmo tempo como um vínculo e uma falha — uma língua desejada, por vezes inacessível, que evidencia as distâncias e a perda. Uma viagem íntima que interroga as heranças invisíveis do exílio. 

1 de Julho - 19h00

Grande Auditório do Fórum da Maia

Auto da barca de Bosh 

Cabeças no Ar e Pés na Terra (Valongo)

M/12 I 60m I Gratuito

Auto da Barca de Bosch propõe uma interseção estética e conceptual entre o teatro Vicentino e a iconografia visionária de Hieronymus Bosch. O projeto explora a dialética entre palavra e imagem, criando um espaço cénico onde a sátira moral de Gil Vicente dialoga com a densidade simbólica das paisagens oníricas de Bosch. Esta convergência revela a persistência de inquietações metafísicas e éticas, transpondo-as para uma linguagem contemporânea. Esta montagem propõe uma experiência visual e sensorial única, mantendo a sátira e a crítica social presentes na obra original.


Texto Gil Vicente Encenação e Espaço Cénico Hugo Sousa Interpretação Ana Rita Pinto, Bruno Martelo, Jorge Neto e Miguel Lopes Adereços António Sousa Figurinos Andreia Macedo Execução de figurinos Cristina Gouveia, Assunção Rodrigues e Fernanda Pinto Coordenação de animação e vídeo mapping Diogo Ferreira Animação digital Matilde Ribeiro e Leonor Faria Henriques Design gráfico André Santos Sonoplastia Carlos Adolfo Desenho de Luz Hugo Sousa Pintura de máscara Luís Nogueira Operação microfones Carlota Estrela Fotos de ensaio Miguel Tedim Produção Cabeças no Ar e Pés na Terra 

1 de Julho - 21h30

Auditório da Quinta da Caverneira

Retour sur la ligne de départ (apresentação da residência artística)

Les Arrosoirs Compagnie - (França)

M/14 I 50m I Gratuito

Uma performance entre línguas, corpos, imagens ao vivo e sons. O palco torna-se um espaço de investigação e ressonância. Em fragmentos, as paisagens recompõem-se, as vozes sobrepõem-se. A língua portuguesa surge ao mesmo tempo como um vínculo e uma falha — uma língua desejada, por vezes inacessível, que evidencia as distâncias e a perda. Uma viagem íntima que interroga as heranças invisíveis do exílio. 


Direção, encenação, textos e imagens fílmicas Anne-Marie Marques Com Anne-Marie Marques com participação de Flávio Hamilton e José Leitão Produção Les Arrosoirs (compagnie) Apoio à residência Teatro Art’Imagem / Culture commune scène nationale du Pas-de-Calais du bassin minier - France

2 de Julho - 17h30

Jardins da Quinta da Caverneira

Homenagem a Carlos Adolfo

30m I Entrada Livre

Uma performance entre línguas, corpos, imagens ao vivo e sons. O palco torna-se um espaço de investigação e ressonância. Em fragmentos, as paisagens recompõem-se, as vozes sobrepõem-se. A língua portuguesa surge ao mesmo tempo como um vínculo e uma falha — uma língua desejada, por vezes inacessível, que evidencia as distâncias e a perda. Uma viagem íntima que interroga as heranças invisíveis do exílio. 


Direção, encenação, textos e imagens fílmicas Anne-Marie Marques Com Anne-Marie Marques com participação de Flávio Hamilton e José Leitão Produção Les Arrosoirs (compagnie) Apoio à residência Teatro Art’Imagem / Culture commune scène nationale du Pas-de-Calais du bassin minier - France

2 de Julho - 19h00

Auditório da Quinta da Caverneira

Um Conto Japonês

Teatro das Beiras (Covilhã)

M/6 I 40m I Ver Preçário

Um Conto Japonês é um espetáculo para todas as infâncias inspirado no conto “A Árvore”, de Sophia de Mello Breyner, que por sua vez foi inspirado num velho conto japonês. Uma matrioska de contos que passa assim pelas nossas mãos para chegar aos vossos sentidos.

“Um Conto Japonês” conta a história de uma árvore sagrada para os habitantes de uma pequena ilha no Japão e da relação do seu povo com a natureza, com a tradição e com o legado dos antepassados. Fala também sobre a impermanência da vida e de como tudo se transforma em tudo, para que aquilo que agora desaparece possa alimentar o que ainda está por nascer.


A partir do conto "A Árvore" de Sophia de Mello Breyner Andresen Encenação Fernando Mota Direção Cénica Tiago Sami Pereira Interpretação Benedita Mendes e Miguel Brás Música e Espaço Sonoro Fernando Mota e Tiago Sami Pereira Construção de Instrumento Musical Fernando Mota Espaço Cénico e Figurinos Hugo F. Matos Desenho de luz William Alves Assistência de cenografia Sérgio Reis Confeção de figurinos Regina Franco Apoio à montagem João Nuno Henriques Conceção de cartaz e materiais gráficos Rafaela Schimitt Produção e comunicação Celina Gonçalves Assistência de produção e comunicação Ellen Rodrigues e Patrícia Morais Vídeo promocional Ovelha Eléctrica Fotografias de cena Ovelha Eléctrica e Rafaela Schimitt Direção artística do Teatro das Beiras Fernando Sena e Sónia Botelho

7 de Junho

Dia 7 das 14h30 às 16h30 I Dia 8 das 10h00 às 13h00

Biblioteca da Quinta da Caverneira

Escrever no palco - Oficina de Dramaturgia para Crianças

com Andreia Macedo

Para Crianças dos 6 aos 12 anos - Gratuito - Necessária Inscrição Prévia

Vamos escrever para teatro! Vamos criar uma história para acontecer mesmo à nossa frente... ou melhor, pensar como ela pode ser vista, ouvida ou, quem sabe, até tocada! Uma história para ser dramatizada: que vai ter corpos, vozes, espaço, luz e tudo o que imaginarmos que nos possa ajudar a contar a história no palco.

Inscrições através de e-mail - clique aqui

17h00 - Jardins da Quinta da Caverneira

Amadeo(s)

Teatro Art'Imagem

M/6 - 50 minutos I Gratuito

Uma experiência teatral sobre a vida e obra de Amadeo de Souza-Cardoso (1889-1918). Uma incursão e leitura das suas pinturas, desenhos e caricaturas, dialogando em cena com algumas das suas obras mais icónicas ("A Procissão", "Cavalo/Salamandra", "Os Galgos" e seus coelhos saltitantes, "O Parto da Viola", "Quixote", "Moinho", "Mulher", "Chalupa", "Mulher Degolada" e "Menina dos Cravos", entre outras) que permitem entrelaçá-las com o tempo em que viveu, desde infância e primeira juventude entre Manhufe/Amarante, onde nasceu, era Portugal ainda uma monarquia. Foi aprender as primeiras letras junto à Igreja de S. Gonçalo, no local onde está o Museu que leva o seu nome. Um espectáculo interpretado por uma actriz e dois actores que se desdobram em várias personagens, cores e paisagens que povoam a obra pictórica de um dos nossos pintores mais emblemáticos do modernismo e "esquecido" em Portugal durante mais de 50 anos, acompanhando vários episódios da sua vida, uns reais e outros ficcionados, mais as relações com amigos e familiares, artistas conhecidos e homens e mulheres comuns, e que Amadeo passou para os seus quadros utilizando as diversas fases porque passou a sua pintura. Em palco estarão mais dois Amadeos que se juntam ao pintor português, o Modigliani e o Mozart. Poderão ainda ver duas alegorias no prólogo, a morte do pintor em Espinho, vitima da gripe espanhola e, acompanhar no epílogo uma ficção sobre a vida de sua mulher Lucie em Paris, onde morreria em 1989, com 98 anos, 71 anos depois da morte do marido, uma nossa homenagem a quem soube guardar e divulgar a sua obra e também à Revolução do 25 de Abril de 1974, relembrando a “A Menina dos Cravos”, obra pintada em 1913. Em cena estarão objectos e estruturas, cadeiras, cavaletes e várias cópias de quadros de Amadeo e que, manipulados pelos comediantes contarão as várias histórias que compõem a dramaturgia fragmentada da peça, praticamente sem o uso de linguagem dialogada ou utilização de grandes frases, através do movimento, expressão facial e corporal e utilizando pequenos vocábulos, interjeições, monossílabos, ditongos, risos e onomatopeias em diálogo com a música e a sonoplastia, pelo desenho e jogos de luz e pelos adereços e outros objectos presentes na peça.


Ideia, Guião e Encenação José Leitão Interpretação Daniela Pêgo, Flávio Hamilton e Pedro Carvalho Direcção de Movimento Ana Lígia Vieira Música Original e Sonoplastia Carlos Adolfo* Direcção Plástica e cartaz Sofia Silva Construção José Lopes Costureira Marlene Rodriguez Aderecista Ricardo Neto Direcção Técnica e Desenho de Luz André Rabaça Designer Gráfico Tiago Dias Fotografia de Cena Paulo Pimenta Vídeo Luís Lima Productions Produção Mariana Macedo Consultadoria Maria de Fátima Lambert - Professora e Crítica de Arte

19h00 - Auditório da Quinta da Caverneira

Pum! Pum! Quen hai 

pela Ártika Teatro (Espanha)

Público Familiar I 40 minutos I 5€ (Ver descontos aplicáveis)

Descobre a magia de uma aldeia galega onde cada dia é um jogo. PUM! PUM! QUEN HAI? é uma comédia musical que nos introduz na vida de Gaia, uma linda menina que nos guia através dos jogos tradicionais do seu povo. Juntamente com personagens carismáticas como Tía Maruxa e Don Rosmón, Gaia desafia os segredos das portas vizinhas, envolvendo todos numa aventura de risos e revelações. Quando surgem novos e misteriosos vizinhos, as pessoas confrontam os seus medos com uma série de mal-entendidos cómicos que nos recordam a importância da aceitação e da diversidade


Interpretação Rocío Salgado, Fernanda Barrio e Marcos Alonso Cenografia Ártika Cía e Sr.Sagüillo Espaço sonoro Anxo Fernández Coreografias Rocío Salgado Desenho de Luz Anxo Fernández Vestiario Fernanda Barrio e Rocío Salgado Desenho Gráfico Coven Films

Agradecimentos A Cheli Davila Pola Súa Man e Dedicación Co Vestiario, Ao Concello da Rúa e à Sala Ártika 


08 de Junho

17h00 - Jardins da Quinta da Caverneira

De Tin Marín 

pela Soledad Felloza (Uruguai)

M/5 I 50m I Gratuito

De Tin Marín é um espetáculo de narração oral para crianças e famílias, cheio de rima,cantigas, histórias divertidas e participação ativa. Convida o público de todas as idades a brincar com as palavras, cantar refrões antigos, descobrir personagens curiosos e mergulhar no mundo da imaginação. De dentro da mala saem contos que falam de amizade, respeito, diversidade e da força criativa das tradições orais. Cada história traz ritmo, objetos — visíveis ou não— e aquele toque de humor que aproxima gerações e faz com que todos — pequenos e grandes — embarquem juntos nessa viagem. Com ternura, alegria e muita cumplicidade, De Tin Marín resgata o prazer de ouvir e contar histórias, de brincar em coletivo e de manter viva a memória que se transmite pela palavra falada. Preparem as orelhas... que as histórias já vão começar!
Porque em De Tin Marín, as palavras pulam, cantam e fazem cócegas no coração de quem escuta. Vem brincar com a imaginação! De tin marín que do pin ué púcara mácara títere fue!


Atriz Sole Felloza

19h00 - Auditório da Quinta da Caverneira

Y Fuimos Herois 

pelo Karlik Danza Teatro (Espanha)

M/9 I 60m I Legendado em Português I 5€ (Ver descontos aplicáveis)

Para Joe-Joe as segundas-feiras são aborrecidas, mas tudo muda quando Spider, ou como ele o chama “um tipo grande e brilhante”, um rapaz alto, e por vezes, acanhado, chega à escola. Joe-Joe, que também é o mais forte da turma, tenta afastar Spider, mas tornam-se amigos ao enfrentarem juntos as provocações dos colegas, o medo do quadro e do professor, um vínculo que, além disso, os tornará em heróis das suas próprias histórias. 


Texto Maribel Carrasco Encenação Cristina D. Silveira Intérpretes Jorge Barrantes e Juan Carlos Castillejo Desenho de Luz David Pérez Hernando Composição Musical Álvaro Rodrígues Barroso Cenografia La Nave del Duende, Antonio Ollero e Palco CB Vídeo de Cena Alicia Casado Figurinos La Nave del Duende, Miriam Cruz e Santa Moya Assistência de Encenação Iván Luis Agrelo Cartaz Marta Barroso Fotografia Jorge Armestar Vídeo Sheila Borella e Jerónimo Garcia Direção de Produção e Direção Técnica David Pérez Hernando 

09 de Junho

17h00 - Biblioteca da Quinta da Caverneira

Apresentação do Livro  Cenógrafos, Figurinistas e Marionetistas,  de José Caldas

Gratuito

Cenógrafos, Figurinistas e Marionetistas.

Poucas publicações contemplam a radiografia poética e plástica dos diversos artistas que se mantém na sombra dos espetáculos teatrais- como os cenógrafos, figurinistas e marionetistas. Este livro e esta exposição tem a intenção de dar a conhecer estes artistas que trabalharam comigo ao longo de 50 anos. Pouquíssimas publicações dão a radiografia poética e plástica dos diversos nos em Portugal, França, Itália, Galiza e Brasil. Assim, queremos salientar a importância dos seus projetos e construções para os espetáculos e contribuir para a história do teatro no seu todo e a conservação da sua memória. São eles pois os protagonistas desses aconteceres. Dirigidas a eles as luzes fortes dos projetores dando vida e voz ao seu trabalho: como não sei dar início à invenção de um espetáculo sem ver o espaço que habitaremos, que figurinos os atores vestirão, qual a forma vida das marionetas - preciso com urgência das suas presenças. Dedico, pois, nos meus 80 anos de vida e 50 de teatro, este livro e exposição aos meus amados artistas que comungaram comigo a magia, a peleja e a realização destes sonhos concretamente efêmeros.

José Caldas


Organização e os escritos complementares José Caldas Desenho gráfico Marta Braz Pareceres críticos Manuel Antônio Pina, Agustina Bessa-Luís, Carlos Porto, Manuel João Gomes, Castro Guedes, Tito Lívio, João Arezes, Remo Rosagno, Maria João Brilhante, Cristine Zurbach, Maurice Yendt, Catarina Molder, Rui Vieira Nery, Lidia Pereira, Graeme Pullein Texto de apresentação do livro Socióloga Helena Santos

18h00 - Biblioteca da Quinta da caverneira

Debate - O Teatro para a Infância 

com Cristina Dias Vieira

Acesso Livre

Que teatro para a infância e juventude se faz hoje em Portugal? Onde está? Quem o vê e como o vê? Como e quem o faz? De que temas fala? Que abordagens artísticas utiliza? De que autores e criadores se serve? Como se deve chamar este teatro para os mais novos? Deve este teatro ser didático, pedagógico, artístico? Qual a importância do Teatro para a Infância e Juventude no Teatro em geral e nos criadores e profissionais? Como se vê, quem é o seu público? Escolar, familiar, todos os públicos?


Palestrante: Cristina Dias Vieira

21h30 - Auditório da Quinta da Caverneira

O Rei vai Nu

pelo Teatroesfera (Portugal)

M/3 I 60m I 5€ (Ver descontos aplicáveis)

Os contos de Hans Christian Andersen (autor de A Pequena Sereia, O Soldadinho de Chumbo, entre outros) são empolgantes e misteriosos, encerram uma magia intemporal que têm encantado crianças e adultos ao longo dos anos; são histórias mágicas que constituem um estímulo para a imaginação de todas as gerações.

É o caso de “O REI VAI NU”, o conto que Fernando Gomes adaptou e encenou para a temporada 2024/2025 do Teatroesfera. Uma fantasia musical repleta de magia, humor, belíssimas canções e, tal como nos espetáculos anteriores, um visual cuidado e fantasioso, proporcionando o contacto direto e participativo com as crianças, e sempre com a principal preocupação de transmitir valores essenciais, incentivar à leitura (O REI VAI NU faz parte do Plano Nacional de Leitura), ao gosto pela arte e, neste caso em particular, o gosto pelo teatro.

“O REI VAI NU” conta a história de um rei tão, mas tão vaidoso, que não resistia a uma bela peça de roupa. Até que um dia aparecem no palácio dois alfaiates que lhe prometem o fato mais bonito de sempre com uma particularidade: o tecido é tão especial que apenas é visível aos olhos dos mais inteligentes… irá o público conseguir ver tal fato?


Autor Hans Christian Andersen Adaptação e Encenação Fernando Gomes Interpretação Ana Landum, David Granada, Isabel Ribas, Jorge Estreia, Tiago Ribas Coreografia Victor Linhares Orquestrações Alexandre Diniz, José Salgueiro, Quim Tó Assistência de encenação Adriana Ribas Cenografia Proeasy Design Figurinos Ana Landum Desenho de luz El Duplo Operação luz e som Adriana Ribas Fotografia cartaz Rafaela Estreia Design gráfico Alexandre Antunes Execução cenário e adereços Proeasy Design, Marta Fernandes da Silva Costureira Maria das Dores Landum Produção Leandro Rodrigues Gouveia, Hermínia Melo Direção técnica Jorge Estreia Direção de produção Ana Landum Direção artística Paula Sousa

10 de Junho

12h00 - Auditório da Quinta da Caverneira

Palhinhas, a história de um espantalho 

pela Krisálida (Portugal)

M/3 I 45m I 5€ (Ver descontos aplicáveis)

Era uma vez um espantalho que encontrou uma tartaruga. Era uma vez uma casa-canudo que deambulava pelos oceanos. Um mar de plástico e um presidente escamudo. Um monte de resíduos e um bacalhau trombudo. No areal, vestígios da Humanidade. No fundo do mar, uma comunidade que se reinventa. Palhinhas, a história de um espantalho é uma aventura pelo universo marinho que se permite olhar para os resíduos acumulados no fundo do mar, unindo os seus habitantes na procura de um benefício comum.


Direção Artística e Encenação Carla Magalhães Adaptação do Conto Raquel Ribeiro Interpretação Diogo Campos e Joana de Viana Criação Musical Filipe Miranda Desenho de Luz Rui Gonçalves Marionetas/ Formas Animadas Miguel Tepes Cenografia Carla Rosário Design Gráfico Helena Soares e Sara Costa Operação Luz e Som Sofia Alves Produção Krisálida

15h00 - Jardins da Quinta da Caverneira

O Principezinho

Apresentação da Oficina Teatrinho ao Palco, do Teatro Art'Imagem

M/6 I 20m I Gratuito

Esta não é uma história para crianças. Não é. E, nem sequer, é uma história sobre a infância. É sobre uma criança... um pequeno príncipe! que, na verdade, nem é príncipe, é só um menino... Um menino perdido no universo à procura de um amigo de verdade. Um menino que fugiu do seu lugar porque o seu coração se partiu em mil pedacinhos, e amuou. E anda à procura de um amigo por entre todos os que andam também perdidos por aí... Como se vê, esta é uma história para adultos, porque qualquer adulto sabe o que isto é: principezinhos de si mesmos à procura da sua essência, sem bem saber que são e sempre foram as crianças que foram e são. O bom desta história é que explica muito bem como resolver este problema. É uma boa oportunidade para os filhos levarem os pais ao teatro, a ver se eles veem o que não conseguem. E, pronto, também pode ajudar as crianças a crescer para adultos sem se perderem tanto.


Adaptação teatral da história com o mesmo título de Antoine de Saint-Exupéry Elenco Alice Almeida, Celina Wanderley, Francisca Pereira, Francisco Rodrigues, Guilherme Canedo, Guilherme Rodrigues, João Almeida, João Francisco Saldanha, Joel Pinho, Lia Silva, Lorena Rocha, Mariana Santos, Margarida Silveira, Matilde Silveira, Miguel Dias, Miguel Silva, Raquel Dias, Pedro Oliveira, Rodrigo Aral Direcção Andreia Macedo Ilustração cartaz Mariana Santos

17h00 - Jardins da Quinta da Caverneira

Ritmo da Semente 

Beatriz Teodósio & Patrícia Fonseca (Portugal)

M/3 I 60m I Gratuito

Imaginem uma Semente que pensa e, por pensar e pensar, percebe que o lugar onde sempre viveu não lhe pertence. Que terra tão rápida, barulhenta e cinzenta que não me deixa crescer! Que lugar é este em que nem uma flor tem tempo para florir?

A Semente decide que está na hora de mudar e por isso, faz uma travessia – sai da cidade para ir viver para a floresta. Tudo decorre durante esta viagem.

Este espetáculo está dividido em dois momentos: primeiro, entre a palavra e a música criamos a nossa floresta e numa segunda parte plantamos a semente com a promessa de que a vamos deixar crescer ao seu ritmo.


Criação, interpretação e produção Beatriz Teodósio e Patrícia Fonseca Música Beatriz Almeida Sonoplastia André Xina Teaser e Vídeo promoção Martinho Filipe Agradecimentos Anabela Loureiro, Catarina Pacheco, Catarina Vicente, FBP, Inês Correia, Inês Marques e Rogério Vale

19:00 - Auditório da Quinta da Caverneira

A avó Grilo e o Cata Vento 

Teatro Extremo  (Portugal)

M/3 I 45m I 5€ (Ver descontos aplicáveis)

Segundo a lenda, havia uma avó, chamada Direjná que era um grilo. Ela era a dona da água e por onde passava a água brotava quando entoava o seu canto de amor. Um dia, os netos cansados de tanta água e após a inundação de seus campos, pediram que ela fosse embora. Ela decidiu ir viver para outro local e conheceu Kata, o catavento dos cinco continentes. Dizem que eles andam sempre juntos, e andam por aí… e que avó envia água do céu ou aparece sempre que alguém diz o seu nome.


Texto coletivo inspirado em “Abuela Grillo”, lenda do povo Ayoreo da Bolívia, “A Vendedora de Fósforos” de Hans Christian Anderson e “O Sonho de Lu Shzu” de Ricardo Gómez Dramaturgia e Encenação Bibi Gomes Interpretação Cecília Laranjeira e Maria Inês Brás Música e Sonoplastia João Lima Figurinos Cristiana Francisco Cenografia Sofia Bravo Desenho de Luz Daniel Verdades Direção Técnica Celestino Verdades Técnico de Som Sandro Esperança Direção de Produção Sofia Oliveira Produção Josefina Correia e Paula Almeida Comunicação e Assessoria de Imprensa Nádia Santos Promoção Victor Pinto Ângelo Imagem Maria Inês Brás Design Gráfico P2F Atelier Fotografia José Frade Produção Audiovisual Diogo Barbosa 

20:00 - Biblioteca da Quinta da Caverneira

Reflexão Crítica sobre a Programação

Acesso Livre

O Fazer a Festa assume-se como um espaço privilegiado de reflexão e de produção crítica (em tempos em que a crítica teatral é tão evanescente). Assim no último dia temos um pequeno fórum/conversa critica entre criadores, companhias, espectadores e público em geral. Juntos, num diálogo aberto, e sob a batuta de dois críticos que acompanham a programação falaremos sobre os espectáculos e a sua apreciação. 

21:00 - Jardins da Quinta da Caverneira

Binno Batista - Concerto de Encerramento

Gratuito

Cantor, compositor e instrumentista brasileiro, Binno Batista conta já trinta anos de actividade como músico. Apesar dos seus três CD’s e um DVD editados, é no palco que melhor se sente e se exprime, no contacto directo com o público. O seu reportório variado, composto de ritmos icónicos do Brasil, como o Samba, Bossa Nova, MPB ou Pop, prometem um encerramento em tom festivo.


Informações

Bilheteira


5,00€ Normal

3,00€ Estudantes, Crianças menos de 6 anos, M/65, Profissionais das Artes Cénicas, Desempregados e sócios do Sindicato dos Bancários do Norte.

Horário: 30 minutos antes do início de cada espetáculo


Contactos


222 084 014 | 917 691 753 | 910 818 719

Teatro Art'Imagem
teatroartimagem@teatroartimagem.org

www.teatroartimagem.org
facebook.com/teatroartimagem
 

Quinta da Caverneira
Avenida Pastor Joaquim Eduardo Machado
Águas Santas · Maia

Ficha Técnica

Direcção Artística e Programação

Flávio Hamilton, Micaela Barbosa e Pedro Carvalho


Direcção Técnica

Pedro Carvalho


Moderação do Debate e Reflexão Crítica

Micaela Barbosa


Produção

Daniela Pêgo e Mariana Macedo


Cartaz

Fátima Maio


Técnico de Som e Luz

André Rabaça


Técnico Maquinista

José Lopes


Apoio Técnico

Pedro Leitão


Vídeo

Luís Lima Productions


Fotografia

Nuno Ribeiro 


Design Gráfico

Tiago Dias


Director Artistico do Teatro Art’Imagem

José Leitão